Estou irritada, de você e de mim. Estou farta dessa rotina fadiga de amores não correspondidos. Cansada de penar sozinha a miséria desse amor que eu achei um dia ter existido.
Estou cansada, cansada de te ver falando com outra, outras, outros que não sejam eu. Não consigo assumir que desejas como me desejaste, que queres como me quiseste, que sonhas as coisas que sonhaste comigo, que pensas as coisas que pensavas de nós dois. Não consigo, não quero, não dá.
Não quero mais viver a sina desse amor doentio e sem frutos. Não quero mais sofrer e chorar. Cansei de padecer dias a fio por ti, pela tua ausência, pelas tuas lembranças, tendo a nítida sensação de que de mim nem sequer lembras mais.
Estou cansada de ouvir todas as músicas e só me lembrar de você, de olhar para todos os cantos e só ver a você, de me divertir muito e mesmo assim não me divertir mais porque você não estava ao meu lado. Não quero mais sonhar com você e ter que acordar para minha realidade sem você, não quero mais desejar tudo de novo sozinha. Não quero mais sofrer dessa angústia, dessa insônia, dessa loucura chamada amor.
Sou, sim eu sou, uma romântica incorrigível. Sei, sim eu sei, que isso nunca vai mudar. Assim como eu sei que tu és todo diferente e isso é outra coisa que não muda nunca. O meu amor, a tua indiferença.
Ainda assim eu quero tudo de novo. Não quero mentiras, coisas confusas, quero a verdade olho no olho, quero a sinceridade que eu sinto que você não teve quando mais devia ter tido. Firmeza, verdade e certeza. Só isso.
Por pior ou melhor que ela possa ser. Com tudo eu posso lidar, desde que seja verdadeiro. Não sei viver em um mundo de mentiras e realidades mal resolvidas. Preciso fechar ciclos para poder seguir em frente, em paz, sem (mais) peso na consciência, remorso, dor. Enquanto a ferida que carrego, não se preocupe, ela vai cicatrizar um dia. Porém, ao passo que cicatriza, deixa a sua marca, a qual eu sempre levarei comigo. Mais uma marca de mais uma sina de um amor fadigado não correspondido e sem fruto. E por culpa de quem?
Sim, há de ter um culpado. Sempre tem um culpado. Nem que seja uma terceira pessoa. Mas ainda assim há. Sempre há.
Minha vontade nesse minuto é de que tu leias isso e resolvas acabar com toda essa dor que eu estou sentindo, sei lá, por um pouco de huminidade. Encerrar com a dor de alguém por qualquer razão que seja é bem típico de ti.
Já vi mais do que supunha poder ver, já aguentei mais do que supunha poder aguentar. Já caminhei por todas as estradas que o "Fántisco Mundo de A." me permitiu caminhar e ainda não encontrei um caminho de volta para casa.
Eu luto contra tudo o que me falam, fui em frente mesmo sabendo que tudo isso não é seguro. Descobri que eu posso viver só no meu mundo de mentira, sem sentir falta de absolutamente nada. Mas que ainda assim eu viveria uma grande mentira. Ah, eu já quis desistir de tudo.
Da minha vida, do meu futuro, dos meus sonhos, desejos, planos.. De tudo MESMO. Não por sua causa, mas por causa da confusão que a sua ausência me permitiu entrar. Enquanto você estava por perto eu não me permitia olhar para dentro do "Fántastico Mundo de A.", justamente porque eu podia me perder por lá e acabar por te perder também, e das perdas que eu podia ter você, sem dúvida, seria (e foi) a pior delas.
Agora depois de tanto escrever, para você que não vai ler, vou recolher-me ao meu maravilhoso e fantástico mundo, onde ninguém entra, mas alguns poucos quase chegam a entender. Ah! Se você quer saber, você foi a pessoa mais próxima de conhecê-lo, mas sabe como é né, os que têm, desprezam, os que gostariam de ter, não têm. Um tanto quanto injusto não?
Nenhum comentário:
Postar um comentário