Acho que escolhi por sofrer, só pode. Não é que não dê, é que não dá, meu bem. Quero só que passe logo, sem afobação, desespero e nem heresias. Parar de sentir talvez até fosse uma solução, tornar-se não-sensível a dores humanas, a dores normais, tornar-se "heartless".
Isso é possível? Semear algo tão absurdo, obscuro, meio estranho até. Não sei, ninguém sabe, ou será que sabe?
A vida está passando e a gente anda sofrendo por aí, não é justo e nem é certo. A gente faz de tudo, mas nem ser notado consegue. É estranho, ou será só impressão errada?
Seria a saída não querer sair, não querer saber, não querer...
Dá pra esquecer? Não dá pra mentir. Não quero ser monstro, quero ser anjo, princesa, ogra de vez em quando. Não sou lá muito exigente, só quero ser feliz.
É aleatório, essas palavras aqui são, pode não ter sentido. É desabafo mesmo... Deixar o barquinho na correnteza, take it easy. Everything's gonna be all right.
Good Night,
domingo, 23 de maio de 2010
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Um adeus ou até logo
Entrei no nosso antigo apartamento essa madrugada e você, como eu esperava, estava dormindo. Não fiz cerimônia, se você acordasse inventaria uma história qualquer, mas de fato, não queria te despertar.
Essa é a última vez que escrevo enquanto você dorme. Estou indo embora, dessa vez, é para sempre. Sem apartamentos do outro lado da rua, invasões noturnas ao nosso velho apê, sem encontros casuais na casa de amigos, sem nada. Eu vou partir.
Você sabe para onde, já te dei meu roteiro há muito tempo atrás. Se quiser, saberás aonde me encontrar, sempre. Mas eu sei que não vais tentar, te conheço bem. Então, eu sigo sem remorso, pela minha vida.
Nesse tempo todo eu chorei muito por sua causa, te observar virou minha obsessão, escrever sobre você meu vício, falar com você era necessário para viver, noticias suas nem se fale. Eu sofri ao saber da sua insônia, sofri ao ver o seu olhar perdido, sofri ao ver que você também sofre.
Eu não sei por que você sofre, pode até ser que não seja por minha causa, mas quem ama, sofre junto, independente da razão. E eu cansei, infelizmente, eu cansei de te amar. Ou melhor, não cansei não, eu cansei de não ME AMAR. Eu preciso me amar mais um pouco.
E é isso que eu vou fazer daqui pra frente. Correr o mundo em busca do amor mais precioso de todos, e o que eu deixei o amor próprio. Eu não estou pronta pra terminar esse relacionamento, é um divórcio que eu não daria conta.
Enquanto a você, eu só tenho a lamentar as noites mal dormidas, ou as não dormidas. O pouco tempo de descanso, a falta de ombro amigo, a falta de um carinho meu. Espero que tudo se encaixa na sua vida, de verdade. Eu te amo e te quero feliz.
Já quis te fazer muito feliz e nessa ânsia pela tua felicidade eu me esqueci da minha e isso não pode acontecer. Estou tirando umas férias de mim, de você, da minha família, dos meus amigos, da minha vida. Volto assim que me encontrar.
Volto para ser melhor para mim e para todos ao meu redor. Cansei de sofrer. Cansei de não ser boa para os outros por causa desse sofrimento sufocante que corre constantemente pelas minhas veias desde o dia que você me deixou. Estou cansada de chorar lágrimas e mais lágrimas por quem não chora por mim.
Cansei das noites mal dormidas escrevendo sobre você e seu sono inquieto, estou cansada de perseguir teus passos, procurar saber de ti em cada segundo pra poder te salvar de ti mesmo, enquanto não queres ser salvo. Não queres e nunca quisestes, por isso foste embora.
Eu vou. Um dia talvez eu volte, não sei quando, não sei como. Eu só sei que volto, afinal ninguém foge de casa por muito tempo, a fome sempre bate. E a necessidade de ver a quem amo vai bater. Eu vou sem telefone, sem binóculos e com pouco dinheiro no bolso. Eu só vou.
Te vejo em Paris, ou na sala de sua casa, ou não te vejo mais. Foi bom enquanto durou, eu amei muito a eternidade de nós dois. Pena que acabou. Fica em paz, não esquece da vitamina C.
P.s: O que acaba é só um capítulo, a (nossa) história não está nem perto do seu final.
[Trecho retirado de: Borboleta, uma história de amor]
Essa é a última vez que escrevo enquanto você dorme. Estou indo embora, dessa vez, é para sempre. Sem apartamentos do outro lado da rua, invasões noturnas ao nosso velho apê, sem encontros casuais na casa de amigos, sem nada. Eu vou partir.
Você sabe para onde, já te dei meu roteiro há muito tempo atrás. Se quiser, saberás aonde me encontrar, sempre. Mas eu sei que não vais tentar, te conheço bem. Então, eu sigo sem remorso, pela minha vida.
Nesse tempo todo eu chorei muito por sua causa, te observar virou minha obsessão, escrever sobre você meu vício, falar com você era necessário para viver, noticias suas nem se fale. Eu sofri ao saber da sua insônia, sofri ao ver o seu olhar perdido, sofri ao ver que você também sofre.
Eu não sei por que você sofre, pode até ser que não seja por minha causa, mas quem ama, sofre junto, independente da razão. E eu cansei, infelizmente, eu cansei de te amar. Ou melhor, não cansei não, eu cansei de não ME AMAR. Eu preciso me amar mais um pouco.
E é isso que eu vou fazer daqui pra frente. Correr o mundo em busca do amor mais precioso de todos, e o que eu deixei o amor próprio. Eu não estou pronta pra terminar esse relacionamento, é um divórcio que eu não daria conta.
Enquanto a você, eu só tenho a lamentar as noites mal dormidas, ou as não dormidas. O pouco tempo de descanso, a falta de ombro amigo, a falta de um carinho meu. Espero que tudo se encaixa na sua vida, de verdade. Eu te amo e te quero feliz.
Já quis te fazer muito feliz e nessa ânsia pela tua felicidade eu me esqueci da minha e isso não pode acontecer. Estou tirando umas férias de mim, de você, da minha família, dos meus amigos, da minha vida. Volto assim que me encontrar.
Volto para ser melhor para mim e para todos ao meu redor. Cansei de sofrer. Cansei de não ser boa para os outros por causa desse sofrimento sufocante que corre constantemente pelas minhas veias desde o dia que você me deixou. Estou cansada de chorar lágrimas e mais lágrimas por quem não chora por mim.
Cansei das noites mal dormidas escrevendo sobre você e seu sono inquieto, estou cansada de perseguir teus passos, procurar saber de ti em cada segundo pra poder te salvar de ti mesmo, enquanto não queres ser salvo. Não queres e nunca quisestes, por isso foste embora.
Eu vou. Um dia talvez eu volte, não sei quando, não sei como. Eu só sei que volto, afinal ninguém foge de casa por muito tempo, a fome sempre bate. E a necessidade de ver a quem amo vai bater. Eu vou sem telefone, sem binóculos e com pouco dinheiro no bolso. Eu só vou.
Te vejo em Paris, ou na sala de sua casa, ou não te vejo mais. Foi bom enquanto durou, eu amei muito a eternidade de nós dois. Pena que acabou. Fica em paz, não esquece da vitamina C.
P.s: O que acaba é só um capítulo, a (nossa) história não está nem perto do seu final.
[Trecho retirado de: Borboleta, uma história de amor]
terça-feira, 18 de maio de 2010
terça-feira, 11 de maio de 2010
Promova o desapego!

Como não deixar alguém ir? Não existe essa história, todo mundo é livre para fazer o que bem entender, mesmo que isso afete e machuque a outras pessoas. Mesmo que isso implique na solidão de alguém.
As pessoas são egoístas, de vez em quando, ou em minha opinião, de vez em sempre. Porque para mim, até nas atitudes mais altruístas da humanidade, tem um pouco de egoísmo. Ninguém faz nada nunca que não esteja pensando primeiramente em si.
Até eu, que me acho uma pessoa relativamente preocupada com os outros admito ter uma parcela exponencialmente egoísta que não liga para ninguém além de mim mesma e meus belos olhos azuis, de vez em quando.
Acho que essa parcela fala comigo em momentos como os em que eu arrumo desculpas para o fim do meu namoro, para a briga com os meus pais, para a minha não aprovação no vestibular, e para tantas outras coisas na minha vida que inevitavelmente deram errado.
Ela fala comigo no sentido de colocar a culpa sempre no outro. Claro! Eu errada? Como? Eu estraguei o relacionamento perfeito? Eu falei de forma errada? Eu não estudei direito? Eu estraguei tudo? Dificilmente isso aconteceu, certo?
Não, errado! Erradíssimo por sinal. Não estou aqui me colocando como culpada por todas as situações que usei como exemplo acima. Mas, para todas elas, eu tenho certeza que tive a minha parcela de responsabilidade.
Uns podem dizer, ‘mas teu ex era um canalha’, e para esse eu digo. Canalha é quem pensa assim dele ou de qualquer outro que tenha namorado comigo. Só eu sei, ao certo, as coisas boas e ruins de cada pessoa que já passou pela minha vida. Não só como namorados.
E eu digo, fiz as escolhas corretas nas horas em que tive que fazer. Não me arrependo de nenhuma delas. Cada um que passa pela minha vida, passa de forma especial e única, e como diz a frase “leva um pouco de mim e deixa um pouco de si”.
Enquanto aos meus pais, bom, quase que cem por cento de culpa minha. Digo quase porque pais, apesar de serem pais, são imperfeitos. E de vez em quando, MUITO DE VEZ EM QUANDO, cometem uns errinhos aqui e outros errinhos ali.
De resto, bom. Culpa minha. E eu estou sendo, bom, não egoísta agora a ponto de assumir, mas não creio que esse momento de lucidez vá durar muito tempo. Se as relações da minha vida não duram mais, devem ser por culpa minha, em partes, por culpa dos outros em partes também. Mas aí eu pergunto, e daí?
É sério, tanto faz. Ficar procurando culpas para frustrações de todos os dias só vai fazer com que eu, ou qualquer um que tente, leve uma vida de loucura e paranóia, constante. E quem quer isso para si ou para os seus?
A frase de lei, então, é PROMOVA O DESAPEGO.
Desapega do que ou de quem te faz mal
Desapega de quem não te quer
Desapega de quem te quer, mas não te dá o devido valor
Desapega das mágoas do passado
Desapega das coisas materiais
Desapega de tudo aquilo que te puxa para baixo, que te remete a coisas negativas, que te coloca como menos diante dos outros... Enfim,
Desapega, desapega, larga de mão.
Nada que te prenda, te mantenha alienado de alguma forma, pode fazer bem. Tenta viver mais leve, toma um ar de vez em quando. Faz o que der vontade, mas não esquece disso, DESAPEGA.
domingo, 9 de maio de 2010
Que falem por mim..
"Fiz mais do que posso. Vi mais do que agüento. E a areia dos meus olhos é a mesma
que acolheu minhas pegadas. Depois de tanto caminhar. Depois de quase desistir. Os mesmos pés cansados voltam pra você.Eu lutei contra tudo. Eu fugi do que era seguro. Descobri que é possível viver só, mas num mundo sem verdade... Sem medo de te pertencer, voltam pra você."
"I see your face in my mind as I drive away.'Cause none of us thought it was gonna end that way. People are people and sometimes we change our minds, but it's killing me to see you go after all this. Music starts playin' like the end of a sad movie. It's the kinda ending you don't really wanna see. 'Cause it's tragedy and it'll only bring you down. Now I don't know what to be without you around and we know it's never simple, never easy, never a clean break, no one here to save me. You're the only thing I know like the back of my hand and I can't breathe without you, but I have to breathe without you, but I have to.
Never wanted this, never wanna see you hurt. Every little bump in the road I tried to swerve, but people are people and sometimes it doesn't work out. Nothing we say is gonna save us from the fall out... It's two a.m. Feelin' like I just lost a friend
hope you know it's not easy, easy for me"
"Tanto tempo longe de você quero ao menos lhe falar a distância não vai impedir meu amor de lhe encontrar. Cartas já não adiantam mais, quero ouvir a sua voz, vou telefonar dizendo que eu estou quase morrendo de saudades de você. Eu te amo, eu te amo, eu te amo
Eu não sei por quanto tempo eu tenho ainda que esperar, quantas vezes eu até chorei
pois não pude suportar. Para mim não adianta tanta coisa sem você e então me desespero. Por favor, meu bem, eu quero sem demora lhe falar: Eu te amo, eu te amo, eu te amo.
Mas o dia que eu puder lhe encontrar. Eu quero contar o quanto sofri por todo esse tempo que eu quis lhe falar 'eu te amo, eu te amo, eu te amo'"
"Tudo acabado, não te vejo nunca mais. Simplesmente, sem palavras, apenas um adeuso que era tão lindo de repente se perdeu. Um pro outro, toda vida, nós dois perante Deus. Um jeito de amar que o tempo esqueceu.
Mesmo que eu esconda tudo aquilo que sentir. Não pergunte, não responde, eu posso até mentir. Sei que foi um grande amor mais devo desistir. Te amando, para sempre, sem nunca compreender como o infinito amor foi se perder.
Está escrito lá no céu qual de nós seria o réu. Merecemos tanta dor, um castigo tão cruel. Vem de Deus a punição. Ele um dia colocou o paraíso em nossas mãos e logo nos tirou.
Nada vai poder mudar, não há nada a decidir. Sem saída, sem mais chances, não há pra onde ir.
Sei que foi um grande amor, mas devo desistir. Escondendo o que sinto, não quero mais criar um castelo de ilusões pro vento desmanchar."
que acolheu minhas pegadas. Depois de tanto caminhar. Depois de quase desistir. Os mesmos pés cansados voltam pra você.Eu lutei contra tudo. Eu fugi do que era seguro. Descobri que é possível viver só, mas num mundo sem verdade... Sem medo de te pertencer, voltam pra você."
"I see your face in my mind as I drive away.'Cause none of us thought it was gonna end that way. People are people and sometimes we change our minds, but it's killing me to see you go after all this. Music starts playin' like the end of a sad movie. It's the kinda ending you don't really wanna see. 'Cause it's tragedy and it'll only bring you down. Now I don't know what to be without you around and we know it's never simple, never easy, never a clean break, no one here to save me. You're the only thing I know like the back of my hand and I can't breathe without you, but I have to breathe without you, but I have to.
Never wanted this, never wanna see you hurt. Every little bump in the road I tried to swerve, but people are people and sometimes it doesn't work out. Nothing we say is gonna save us from the fall out... It's two a.m. Feelin' like I just lost a friend
hope you know it's not easy, easy for me"
"Tanto tempo longe de você quero ao menos lhe falar a distância não vai impedir meu amor de lhe encontrar. Cartas já não adiantam mais, quero ouvir a sua voz, vou telefonar dizendo que eu estou quase morrendo de saudades de você. Eu te amo, eu te amo, eu te amo
Eu não sei por quanto tempo eu tenho ainda que esperar, quantas vezes eu até chorei
pois não pude suportar. Para mim não adianta tanta coisa sem você e então me desespero. Por favor, meu bem, eu quero sem demora lhe falar: Eu te amo, eu te amo, eu te amo.
Mas o dia que eu puder lhe encontrar. Eu quero contar o quanto sofri por todo esse tempo que eu quis lhe falar 'eu te amo, eu te amo, eu te amo'"
"Tudo acabado, não te vejo nunca mais. Simplesmente, sem palavras, apenas um adeuso que era tão lindo de repente se perdeu. Um pro outro, toda vida, nós dois perante Deus. Um jeito de amar que o tempo esqueceu.
Mesmo que eu esconda tudo aquilo que sentir. Não pergunte, não responde, eu posso até mentir. Sei que foi um grande amor mais devo desistir. Te amando, para sempre, sem nunca compreender como o infinito amor foi se perder.
Está escrito lá no céu qual de nós seria o réu. Merecemos tanta dor, um castigo tão cruel. Vem de Deus a punição. Ele um dia colocou o paraíso em nossas mãos e logo nos tirou.
Nada vai poder mudar, não há nada a decidir. Sem saída, sem mais chances, não há pra onde ir.
Sei que foi um grande amor, mas devo desistir. Escondendo o que sinto, não quero mais criar um castelo de ilusões pro vento desmanchar."
sábado, 8 de maio de 2010
Catalisador: Amor
Incrível, é sério, o amor é mesmo incrível. O não correspondido é o mais incrível de todos. E não por nada, sem ironias, não estou sendo cruel. Ele te move a querer ainda mais e a sofrer ainda mais por algo completamente inacessível.
O detalhe é que a tua razão tem total consciência disso, tu tens total consciência disso, e tu até queres fazer algo a respeito e até, por vezes, tenta fazer algo a respeito, mas parece ter uma força que te impede de fazer qualquer coisa.
De todas essas experiências como amor, correspondido ou não, eu tirei uma conclusão. Ele é como um catalisador de vida. Precisa ser consumido até o final. Vou tentar explicar a minha tese.
Você está teoricamente inteiro (mas tem o ‘encaixe’ para o amor em você, todos tem, não dá pra negar), o amor ainda perdido por aí (e tem a chave que ‘encaixa’ tanto em você, quanto em qualquer outro ser humano da face da terra).
Um belo dia você que anda vagando por aí, encontra a chave da sua fechadura (ou seja, o amor te encontra e se liga a você, como um catalisador na química e/ou biologia). Ele ‘reage’ contigo, te modifica. E depois sai intacto dessa ‘reação’ toda, enquanto você, bom, sofreu danos ou não.
Não que o amor seja passageiro, não é bem assim, talvez eu tenha me expressado mal. Já que o amor, ao meu ver, faz parte da essência do ser humano. Talvez essa seja a reação da paixão. Ela catalisa, diminui a energia de ativação, e saí, sem ser consumida.
Enquanto o pobre que passou por isso tem duas opções, a primeira é começar a viver o amor mais pleno ao lado da pessoa por quem se apaixonou (e, é claro, que se apaixonou por ele). Ou sofrer as conseqüências dessa reação, as marcas que ela pode vir a deixar.
E eu creio que na maioria das vezes ela deixa marcas. Não por mal, não por nada, mas o amor da nossa vida nem sempre está na primeira esquina da vida. E como diz a otimista frase: “Não desanime... Freqüentemente é a última chave do molho que abre a fechadura“.
Deve ser assim mesmo. Pra todo pezinho cansado, tem um sapatinho que lhe sirva. Toda alma tem a sua gêmea, todo mundo tem o seu par. Eu realmente acredito nisso. Apesar de todas as experiências ruins, dolorosas, complicadas que eu já passei na vida, eu acredito.
E alguém até pode me perguntar o porquê, respondo com a maior tranqüilidade. Porque eu tenho amor em mim (como todos tem), e se ele faz parte da essência de todos como eu disse, no meu caso, ele é a essência total.
Além disso, eu tenho paixão. Sempre, muita e por várias coisas (de formas diferentes, claro). E isso, gera em mim a tal da esperança e ela me faz acreditar. Você devia tentar um dia...
O detalhe é que a tua razão tem total consciência disso, tu tens total consciência disso, e tu até queres fazer algo a respeito e até, por vezes, tenta fazer algo a respeito, mas parece ter uma força que te impede de fazer qualquer coisa.
De todas essas experiências como amor, correspondido ou não, eu tirei uma conclusão. Ele é como um catalisador de vida. Precisa ser consumido até o final. Vou tentar explicar a minha tese.
Você está teoricamente inteiro (mas tem o ‘encaixe’ para o amor em você, todos tem, não dá pra negar), o amor ainda perdido por aí (e tem a chave que ‘encaixa’ tanto em você, quanto em qualquer outro ser humano da face da terra).
Um belo dia você que anda vagando por aí, encontra a chave da sua fechadura (ou seja, o amor te encontra e se liga a você, como um catalisador na química e/ou biologia). Ele ‘reage’ contigo, te modifica. E depois sai intacto dessa ‘reação’ toda, enquanto você, bom, sofreu danos ou não.
Não que o amor seja passageiro, não é bem assim, talvez eu tenha me expressado mal. Já que o amor, ao meu ver, faz parte da essência do ser humano. Talvez essa seja a reação da paixão. Ela catalisa, diminui a energia de ativação, e saí, sem ser consumida.
Enquanto o pobre que passou por isso tem duas opções, a primeira é começar a viver o amor mais pleno ao lado da pessoa por quem se apaixonou (e, é claro, que se apaixonou por ele). Ou sofrer as conseqüências dessa reação, as marcas que ela pode vir a deixar.
E eu creio que na maioria das vezes ela deixa marcas. Não por mal, não por nada, mas o amor da nossa vida nem sempre está na primeira esquina da vida. E como diz a otimista frase: “Não desanime... Freqüentemente é a última chave do molho que abre a fechadura“.
Deve ser assim mesmo. Pra todo pezinho cansado, tem um sapatinho que lhe sirva. Toda alma tem a sua gêmea, todo mundo tem o seu par. Eu realmente acredito nisso. Apesar de todas as experiências ruins, dolorosas, complicadas que eu já passei na vida, eu acredito.
E alguém até pode me perguntar o porquê, respondo com a maior tranqüilidade. Porque eu tenho amor em mim (como todos tem), e se ele faz parte da essência de todos como eu disse, no meu caso, ele é a essência total.
Além disso, eu tenho paixão. Sempre, muita e por várias coisas (de formas diferentes, claro). E isso, gera em mim a tal da esperança e ela me faz acreditar. Você devia tentar um dia...
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Da janela.
Soninho bom o de hoje não? Tá bom, vou deixar a ironia de lado. Nunca te vi assim tão agitado enquanto dormia, o que é isso, saudade? Andas meio atormentado, eu percebi. Não que saibas que eu sei disso, afinal ficar de observando de binóculos foi uma tática bem esperta da minha parte.
Achas a essa altura que eu estou em Bali ou em Havana, mas ao invés disso, estou do outro lado da rua. Escondida por detrás de uma cortina bege e velha que gentilmente peguei da vovó. Não fui ainda, ainda não deu pra me desvincular dessa história toda, é meio que um ciclo vicioso, eu e você.
Estou pensando em deixar uma rosa na soleira da tua porta, mas isso seria um sinal de que eu não fui e eu não quero que tenhas esperanças em relação a mim, porque eu vou. E não vai demorar muito não. As malas nem foram desfeitas. Estão empilhadas em frente a porta de saída.
Não passo meus dias aqui, só venho pra te ver dormir. E tem sido cada vez mais estranho. Nunca trazes ninguém em casa, o que me leva a crer que ainda não seguiste adiante ou que andas fazendo isso por outro lugar. Não arrumas a cozinha há quase três semanas, tem montes de roupas empilhadas e a tua secretária eletrônica tem umas 24 mensagens não vistas (que eu me arrisco a dizer que são da tua mãe).
Vi as minhas cartas empilhadas ao lado da tua cama e vi que tens o hábito de lê-las todas as noites antes de dormir, e a minha foto continua no mesmo lugar. Olhas para ela distante, como se isso fosse fazer alguma diferença na distância que puseste entre nós dois.
É meio patológico o meu comportamento, de fato, mas sabe, pensando bem o teu é bem mais. Fazes isso tudo e nem tentaste entrar em contato comigo. Meu antigo celular ainda existe apesar de eu ter dito que o desligaria. Se você realmente quisesse, teria tentando mesmo que em vão falar comigo.
Não me procuraste na casa de minha mãe, pessoa que você sabe te falaria na hora do meu paradeiro. Você é estranho, distante e lacônico. A propósito, desde quando tens o hábito de escrever? Nunca tinha visto isso, será que escrevias enquanto eu dormia? Será que somos mais parecidos do que eu pensava? Talvez sim, talvez não.
Bom, eu vou viu? Mas antes, vamos nos cruzar mais uma vez. Daqui a mais ou menos seis dias. Você vai me ver, eu vou ver você, vamos nos comportar como duas pessoas civilizadas, falar somente o necessário. E eu vou embora. Ou tudo pode ser diferente, mas eu, particularmente, duvido muitíssimo.
Depois desse breve encontro entre nós, eu te deixarei claro que eu fui e você vai saber dessa vez que é verdade. Como você vai se comportar eu realmente não sei. Espero que sem faltas de ar, angústia, choros desesperados, sensações de vazio... Espero que supere mais rápido do que eu. Afinal foi você quem escolheu essa estrada, sem me deixar alternativas.
Aliás... Que alternativas teria eu, não é mesmo? Um recado antes de partir: espero que você se encontre, meu caro. Compre um cachorro, ou um gato, ou um peixe, sei lá... Procure mais por seus amigos, não se perca de seus pais, liga mais para sua irmã ou mesmo para suas primas. Vá mais vezes a praia, ao shopping, à praça, ou a qualquer lugar que te agrade, mas tira o mofo tá?
Procura ser feliz e te permite amar alguém como eu te amei. Se queres saber como eu sigo eu posso te contar. Uns quilos mais magra, com umas olheiras, dores, marcas a mais. Madura e segura de mim, de quem sou e do que sinto. Aprendi muito, vou ensinar agora. Antes de ir ainda devo te escrever alguma coisa.
Antes que você acorde, vou tirar meu binóculo da janela, não posso e nem quero comprometer meu disfarce super-secreto. Fica em paz, perdido.
[Trecho retirado de: Borboleta, uma história de amor.]
Achas a essa altura que eu estou em Bali ou em Havana, mas ao invés disso, estou do outro lado da rua. Escondida por detrás de uma cortina bege e velha que gentilmente peguei da vovó. Não fui ainda, ainda não deu pra me desvincular dessa história toda, é meio que um ciclo vicioso, eu e você.
Estou pensando em deixar uma rosa na soleira da tua porta, mas isso seria um sinal de que eu não fui e eu não quero que tenhas esperanças em relação a mim, porque eu vou. E não vai demorar muito não. As malas nem foram desfeitas. Estão empilhadas em frente a porta de saída.
Não passo meus dias aqui, só venho pra te ver dormir. E tem sido cada vez mais estranho. Nunca trazes ninguém em casa, o que me leva a crer que ainda não seguiste adiante ou que andas fazendo isso por outro lugar. Não arrumas a cozinha há quase três semanas, tem montes de roupas empilhadas e a tua secretária eletrônica tem umas 24 mensagens não vistas (que eu me arrisco a dizer que são da tua mãe).
Vi as minhas cartas empilhadas ao lado da tua cama e vi que tens o hábito de lê-las todas as noites antes de dormir, e a minha foto continua no mesmo lugar. Olhas para ela distante, como se isso fosse fazer alguma diferença na distância que puseste entre nós dois.
É meio patológico o meu comportamento, de fato, mas sabe, pensando bem o teu é bem mais. Fazes isso tudo e nem tentaste entrar em contato comigo. Meu antigo celular ainda existe apesar de eu ter dito que o desligaria. Se você realmente quisesse, teria tentando mesmo que em vão falar comigo.
Não me procuraste na casa de minha mãe, pessoa que você sabe te falaria na hora do meu paradeiro. Você é estranho, distante e lacônico. A propósito, desde quando tens o hábito de escrever? Nunca tinha visto isso, será que escrevias enquanto eu dormia? Será que somos mais parecidos do que eu pensava? Talvez sim, talvez não.
Bom, eu vou viu? Mas antes, vamos nos cruzar mais uma vez. Daqui a mais ou menos seis dias. Você vai me ver, eu vou ver você, vamos nos comportar como duas pessoas civilizadas, falar somente o necessário. E eu vou embora. Ou tudo pode ser diferente, mas eu, particularmente, duvido muitíssimo.
Depois desse breve encontro entre nós, eu te deixarei claro que eu fui e você vai saber dessa vez que é verdade. Como você vai se comportar eu realmente não sei. Espero que sem faltas de ar, angústia, choros desesperados, sensações de vazio... Espero que supere mais rápido do que eu. Afinal foi você quem escolheu essa estrada, sem me deixar alternativas.
Aliás... Que alternativas teria eu, não é mesmo? Um recado antes de partir: espero que você se encontre, meu caro. Compre um cachorro, ou um gato, ou um peixe, sei lá... Procure mais por seus amigos, não se perca de seus pais, liga mais para sua irmã ou mesmo para suas primas. Vá mais vezes a praia, ao shopping, à praça, ou a qualquer lugar que te agrade, mas tira o mofo tá?
Procura ser feliz e te permite amar alguém como eu te amei. Se queres saber como eu sigo eu posso te contar. Uns quilos mais magra, com umas olheiras, dores, marcas a mais. Madura e segura de mim, de quem sou e do que sinto. Aprendi muito, vou ensinar agora. Antes de ir ainda devo te escrever alguma coisa.
Antes que você acorde, vou tirar meu binóculo da janela, não posso e nem quero comprometer meu disfarce super-secreto. Fica em paz, perdido.
[Trecho retirado de: Borboleta, uma história de amor.]
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