Ô maldita que não quer sair do meu peito. Resolveste nele te abrigar e achar que é a tua casa. Nasceste aí por acaso? Ou será que te plantaram? Se plantaram, devo ter te cultivado. Se nasceste, eu não pedi por isso. Não quero mais ser tua mãe, teu abrigo, não te quero mais dentro de mim.
És má, cruel e não tens pena de mim. Usas e abusas de meus sentimentos como se eles fossem brinquedos teus. Não são, eu não sou. Manipulas meus pensamentos, meus sentimentos e por muitas vezes até minhas ações.
Saí de mim coisa vã. Não existes.És desculpa de que não tem o quer. És igualzinha aquele outro, aquele tal de amor. Que vem não sei porque, permanece sem permissão, e dói sem pedir permissão. Acho até que vocês são irmãos.
Dois mitos da humanidade. Mitos? Será mesmo? Às vezes penso que sim, mas não sei como mitos podem machucar tanto um peito sofrido como o meu. Saiam daqui, não me machuquem mais. Quero ver a verdade, vocês me cegam. Quero a realidade, vocês só me mostram a utopia. Cansei da minha ideologia barata sobre tudo, cansei de ser a princesa encastelada, a última romântica, cansei de ser assim.
Quero ser a exceção, aquela que ama sem se envovler. Convive sem gostar. Espera sem sentir. Cansei de ti esperança. Morrestes hoje em mim, mas sei, eu sei lá no fundo que amanhã vais nascer de novo, erva daninha das ilusões.
Não vá, não acredite em mim. Eu minto, e minto por sua causa. Por mais que eu fale, fale e fale você sabe, a esperança nunca morre. Não, não a minha. Mas por enquanto, se finja de morta e faça isso com seu amigo amor também. Ô dupla!
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