
Procurei nos quatro cantos melhor forma de dizer. Busquei autores renomados, línguas desconhecidas, dialetos estranhos, pensadores, cientistas e filósofos. Nenhum deles soube me aconselhar ou me dizer como falar.
Procurei um psicólogo, tentei me entender melhor para tentar te fazer entender o que queria, sem desculpas esfarrapadas. Prometi ser clara, direta e concisa. Batalhei atrás dessas “virtudes” para não te desapontar.
Abdiquei de festas, reuniões em família, passeio com amigos e sorvetes domingo à tarde. Busquei livros para um maior auxilio, até no dicionário eu busquei uma ajudinha extra, acredite. Tudo para te impressionar.
Enquanto eu fazia isso, você vivia sua ocupada vida tão cheia de compromisso que nem percebeu o meu esforço hercúleo. Eu parecia cansada às vezes e disfarçava para você não notar realmente o que eu estava tramando.
Um dia deitada no seu ombro, as coisas fizeram sentindo. E ao mesmo tempo não fizeram sentido algum! Nem Freud me explica. Pesquisei tanto, busquei explicações cientificas, filosófica e até extracorpóreas e tudo só vem fazer sentido na tua presença?
Como pode? Não foi justo! Ou foi a maior justiça que eu já vi. Nesse momento, naquele sofá preto, olhando nos teus olhos eu pude dizer: Eu te amo.
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