domingo, 28 de março de 2010

Ô Dupla!

Ô maldita que não quer sair do meu peito. Resolveste nele te abrigar e achar que é a tua casa. Nasceste aí por acaso? Ou será que te plantaram? Se plantaram, devo ter te cultivado. Se nasceste, eu não pedi por isso. Não quero mais ser tua mãe, teu abrigo, não te quero mais dentro de mim.
És má, cruel e não tens pena de mim. Usas e abusas de meus sentimentos como se eles fossem brinquedos teus. Não são, eu não sou. Manipulas meus pensamentos, meus sentimentos e por muitas vezes até minhas ações.
Saí de mim coisa vã. Não existes.És desculpa de que não tem o quer. És igualzinha aquele outro, aquele tal de amor. Que vem não sei porque, permanece sem permissão, e dói sem pedir permissão. Acho até que vocês são irmãos.
Dois mitos da humanidade. Mitos? Será mesmo? Às vezes penso que sim, mas não sei como mitos podem machucar tanto um peito sofrido como o meu. Saiam daqui, não me machuquem mais. Quero ver a verdade, vocês me cegam. Quero a realidade, vocês só me mostram a utopia. Cansei da minha ideologia barata sobre tudo, cansei de ser a princesa encastelada, a última romântica, cansei de ser assim.
Quero ser a exceção, aquela que ama sem se envovler. Convive sem gostar. Espera sem sentir. Cansei de ti esperança. Morrestes hoje em mim, mas sei, eu sei lá no fundo que amanhã vais nascer de novo, erva daninha das ilusões.
Não vá, não acredite em mim. Eu minto, e minto por sua causa. Por mais que eu fale, fale e fale você sabe, a esperança nunca morre. Não, não a minha. Mas por enquanto, se finja de morta e faça isso com seu amigo amor também. Ô dupla!

quinta-feira, 25 de março de 2010

Rainha




Solitária, a Rainha. Presa a um tabulério com casa marcadas. Não anda só para frente, nem em L, não anda em diagonais, nem só para frente e para os lados. Anda para onde quiser andar e da forma que bem entender, um passo de cada vez.
A questão é uma só, o fim está marcado. E quando chegar lá, o que será de dela? O que será de mim? O que será de nós?
Os peões foram todos derrubados, os cavalos estão na baia há muito tempo, os bispos perderam-se pelo caminho e as torres foram todas derrubadas. E o Rei? Cadê o Rei?
O Rei anda para onde quer, quantas vezes quer, não se prende a comedida rainha. Não quer saber de um passo de cada vez.
O Rei é livre e governa não só o tabuleiro como um coração e fez dele o que bem quer. Anda com ele para onde quer e faz dele o que bem entender. Ele é o Rei, afinal. Como ser diferente, aliás, não há como ser.


Cadê o Rei?

quarta-feira, 24 de março de 2010

Mestre



O que eu posso fazer para lembrar, Mestre? É escrever como você me ensinou, trilhar o caminho do sucesso que você sempre previu para mim e seguir os conselhos que você sempre me deu.
O que mais eu posso fazer? Recordar as tardes de infindáveis conversas, as risadas gostosas e os beijinhos na careca. Contar para os outros como eras (e continuarás sendo em qualquer lugar), brilhante. Comentar das fugidas da aula só para bater papo com o senhor, e do colo que eu podia sempre contar quando estava triste.
Mais que um professor, um amigo, um mestre. E o que mais Mestre? Não sei o que mais. De tudo o que aprendi contigo, não me lembro de ter aprendido a lidar com a saudade e com a dor da separação. Mas lembro com clareza da maneira como ensinavas e essa eu vou levar comigo para a vida.
Daqui para frente, toda a sentença escrita por mim, tenha certeza, vai ter o teu nome assinado embaixo. Obrigada por tudo o que compartilhamos, obrigada por ter sido tão amigo e presente em minha vida. Obrigada por ser agora mais uma das minhas estrelas de maior apreço.
O amor não tem distância. Ele chega a qualquer lugar e eu sei que onde estiveres, sentirás o meu amor e admiração por ti.

Vá em paz, meu amigo.

domingo, 21 de março de 2010

A quem interessar..




Se te interessa saber de nada me arrependo. Pensando bem sobre o tudo o que vivi até hoje, vi que a vida é curta e muito rápida pra ser ocupada com arrependimentos e perturbações desse gênero.
Tudo o que eu fiz, falei, senti.. Foi verdadeiro de alguma forma, tudo o que se vive é de verdade, pelo menos na minha vida de contos de fadas, onde eu sou a fada, a bruxa, a inocente e a culpada, o mistério do meu próprio drama.
Não me arrependo de nenhuma lágrima derramada, não me arrependo de nenhum beijo,de nenhuma travessura, de nenhuma imprudência, de nenhum riso em hora errada, não me arrependo de absolutamente NADA.
Tudo o que fiz, me fez o que sou hoje e ajuda a construir o que vou ser amanhã.
E se der tudo errado, basta pensar em coisas boas e você consegue voar.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Let me tell you one time..

"My one love
My one heart
My one life for sure"

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"If that boy don't love you by now
He will never ever, never ever love you"

Será??
Os dois lados da moeda, como sempre, juntinhos.

sexta-feira, 12 de março de 2010

...



Procurei nos quatro cantos melhor forma de dizer. Busquei autores renomados, línguas desconhecidas, dialetos estranhos, pensadores, cientistas e filósofos. Nenhum deles soube me aconselhar ou me dizer como falar.
Procurei um psicólogo, tentei me entender melhor para tentar te fazer entender o que queria, sem desculpas esfarrapadas. Prometi ser clara, direta e concisa. Batalhei atrás dessas “virtudes” para não te desapontar.
Abdiquei de festas, reuniões em família, passeio com amigos e sorvetes domingo à tarde. Busquei livros para um maior auxilio, até no dicionário eu busquei uma ajudinha extra, acredite. Tudo para te impressionar.
Enquanto eu fazia isso, você vivia sua ocupada vida tão cheia de compromisso que nem percebeu o meu esforço hercúleo. Eu parecia cansada às vezes e disfarçava para você não notar realmente o que eu estava tramando.
Um dia deitada no seu ombro, as coisas fizeram sentindo. E ao mesmo tempo não fizeram sentido algum! Nem Freud me explica. Pesquisei tanto, busquei explicações cientificas, filosófica e até extracorpóreas e tudo só vem fazer sentido na tua presença?
Como pode? Não foi justo! Ou foi a maior justiça que eu já vi. Nesse momento, naquele sofá preto, olhando nos teus olhos eu pude dizer: Eu te amo.

E lá vai a verdade...



"Quero
Quero que todos os dias do ano
Todos os dias da vida
De meia em meia hora
De 5 em 5 minutos
Me digas: Eu te amo."

[Carlos Drumond de Andrade]

quinta-feira, 11 de março de 2010

Cometa A

Sabe que eu estou vendo tudo novo? Tudo novo, de novo. E ao mesmo tempo eu sei, tenho certeza, que estou vendo tudo igual. Estou repetindo aquela velha história de outro dia, e escrevendo diferente dessa vez. Os personagens mudaram, o cenário mudou, alguns permaneceram, é verdade, mas na sua essência, as coisas mudaram. Não dá mais pra olhar pela janela e ver a mesma coisa. A velocidade aumentou e as coisas se passam como borrões pela minha janela.
Ouço vozes apressadas, algumas até me chamam, vejo rostos familiares, sinto a brisa em meus cabelos, dou um grito na janela. Notei que alguém se assustou, não sei quem foi, não deu pra ver. Mas notei que esse alguém, ou esses "alguéns" começaram a correr atrás de mim, no rabo do meu cometa particular. Tentam me alcançar, mas eu não sei se permito, não sei se posso ou se quero permitir. Se fosse você, deixaria alguém entrar no seu 'infinito particular'?

quarta-feira, 10 de março de 2010

E depois da tempestade...

Vem o bom tempo! É sempre assim, por mais incrível que pareça. Às vezes a tempestade é tão forte, tão densa que é quase impossível ver uma melhora no tempo, mas ela sempre exise e sempre há de existir.
Digo isso como alguém que vive a ajustar as velas aos maus e bons tempos da vida. Estranho como já estou me acostumando a fazer isso, nem me incomoda mais. Bombordo, estibordo.. Tanto faz. Desde que no fim, eu acabe no meu destino (ou bem perto dele), a felicidade.
Alguém inteligente disse isso... Disse que as pessoas inteligentes não esperam que o tempo mudo e sim ajustam as velas a ele. E é essa a minha nova política de vida, bem mais eficaz do que a anterior. Bem menos dolorosa.
Mas mesmo assim, ainda existe aquela velha política do confronto no meu dia-a-dia. Acho realmente que ela é útil, válida e necessária em grande parte das vezes. Aliás, ele me foi bem útil na semana que passou.
Estava tão chateada que até proibi certas pessoas de lerem aqui, não queria me expor a elas, mas agora sinceramente, não ligo mais. Pode ler quem quiser e me analisar da forma que preferir. Não me importo, não ligo mais.
Se eu não gostar dos novos ventos que a vida tomar, que a conversa tomar ou que as relações tomarem, eu mudo a posição das velas e voilá. Tudo muda! E é assim que eu gosto. É disso que eu gosto!

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Amigo, li sua mensagem, adorei o que você disse. Vou sumir, se necessário. Obrigada pelas palavras, pelo apoio, pela confiança. Eu também amo você. Não suma você da minha vida. ;)

sábado, 6 de março de 2010

Eu não te amo.

Eu não te amo, mas não quero que você sofra.
Eu não te amo, mas não quero que você chore.
Eu não te amo, mas não quero que você se machuque (por isso eu te protejo tanto).
Eu não te amo, por isso não te deixo nunca.
Eu não te amo, por isso te quero comigo por muito tempo.
Eu não te amo, por isso sofro demais.
Eu não te amo, por isso quero te amar.
Eu não te amo, mas quero te amar.
Eu não te amo, mas preciso te ter pra sempre do meu lado.
Eu não te amo, por isso eu faço de tudo pra te ver feliz.
Eu não te amo, por isso nossas vidas são tão interligadas.
Eu não te amo, por isso eu faço o possível e o impossível por ti.
Eu não te amo, mas teu cheiro é a minha força vital.
Eu não te amo, por isso morro de saudades.
Eu não te amo, eu não te amo, eu tenho certeza que não te amo.
Pera aí, eu não te amo mesmo?

Eu.



Se eu amo, é de paixão. Se não gosto, não tem quem faça. Se me desaponto, é melhor sair de perto. Se eu quero, eu quero agora. Se eu já tenho, eu quero mais, quero muito, quero sempre. Se não tenho, vou atrás.

Se eu sonho, o faço alto. Se me desespero, é sem fim. Se eu começo, dependendo do que for eu termino ou desejo que continue eternamente. Se eu sou oito estou bem, se sou oitenta estou bem também. Se estiver no meio do caminho, eu piro.

Sou atriz, modelo, dançarina, mãe, filha, tia, prima, irmã, irmão, “brother”, eu sou o que tiver que ser. Se eu tenho medo, eu me recolho. Se me sinto ameaçada, ameaço mais ainda. Se pressionada ou reajo bem ou bem mal.

Não sou um padrão. Não tenho um padrão. Sou inconstante, porém com firmes ideais.
Sou sonhadora, mas tenho os pés no chão mesmo quando estou sonhando alto. Sou impulsiva, e não sei controlar as minhas emoções.

Se eu quero gritar eu grito, se eu quero chorar eu choro, se eu não quero falar eu não falo. Mas quando eu quero falar também não tem quem me segure. Eu falo! Falo tudo o que está entalado sejam boas ou más as coisas que eu tenho a dizer.

Sou carinhosa e ao extremo. Sou apaixonante e enlouquecedora. Mas também sou um trator que destrói sentimentos e coisas boas. Sou montanha russa, paradoxo, antítese. Sou tudo o que estiver em extremos largamente opostos.

Sou interessante por ser assim. Só não sei até que ponto as pessoas gostam de diversão!

quinta-feira, 4 de março de 2010

De novo.



A vida muda, tudo muda, você mudou. O cenário está diferente, as pessoas ao redor, o dia de sol não parece mais o mesmo, é verdade. Mas o protagonista ainda é você.
O roteiro permance intacto, o script está em suas mãos.

Não há nada que não possa ser vivido de novo.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Eu te amo, sim!



Quando se diz ‘eu te amo’ pela primeira vez, se faz com o outro um acordo tácito de sempre dizê-lo. Pelo simples fato de que se você proferiu tal frase, você sente o tal amor, então dizê-lo é verbalizar o que se sente de modo que o outro possa ter a ciência disso.

De certo que essa não é uma frase para ser usada como ‘band-aid’, porque ela não repara todos os males ou como se tudo ela resolvesse. Mas é sempre bem vinda aos ouvidos de quem ama, não há como negar.

A pior das atitudes para quem disse a maldita frase é não a responder. Ouvir um ’te amo’ e ficar calado é às vezes até pior do que nunca ter dito. Faz com que o outro se sinta o último dos últimos da face da terra e perca o interesse em dizer o que sente.

E no final das contas, se você ama, porque não dizer que ama? Por que não responder? Fala-se tanta coisa, repete-se tanta besteira, gasta-se tanta saliva em tanta coisa inútil... Porque não gastar, não falar e não repetir a coisa mais linda do mundo?

Por que não fazer alguém feliz? Por que não se permitir ser feliz? Talvez falte certeza, talvez falte verdade, talvez falte até amor. Por isso aí vai uma dica, nunca diga ‘eu te amo’ para alguém se você não tem a intenção de fazê-lo com freqüência. Não acostume mal um coração. Eles (os corações) têm o mau hábito de se acostumar aos maus tratos e se acanhar.

Não cale um coração.

Dos silêncios do mundo, tenha certeza, não há o que doa mais do que o de uma grande paixão.

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"Leia o texto abaixo e depois leia de baixo para cima"

Não te amo mais.
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...

[Clarice Lispector]

terça-feira, 2 de março de 2010

Tão seu...

"Sinto sua falta
Não posso esperar
Tanto tempo assim
O nosso amor é novo
É o velho amor ainda e sempre...

Não diga que não vem me ver
De noite eu quero descansar
Ir ao cinema com você
Um filme à tôa no Pathé...

Que culpa a gente tem
De ser feliz
Que culpa a gente tem
Meu bem!
O mundo bem diante do nariz
Feliz aqui e não além..."

Skank