
Ela conversava com ele no telefone, pelo avançado da hora, sabia que não devia estar ali, se fosse pega não ia prestar e ela sabia disso. Ela não, eles sabiam. Mas a saudade era tanta, a urgência de ouvir a voz do outro era tamanha que a razão estava em falta naquela famigerada noite, aliás, eles nem sabiam o quanto.
Qualquer barbarulho a sobressaltava, ficava calada por uns segundos, checava a procedência do som e continuava ou não a tão urgente conversa com o seu amado. Essa mesma história se repetiu por muitas noites, todas aquelas em que a simples companhia horas antes não tinha sido o suficiente para matar a tão grande saudade. Ultimamente para os dois, nada tem sido o suficiente.
Tudo se procedia como em todas as outras noite, até que ela ouviu um barulho e na pressa despediu-se dele, dizendo, "Tchau, boa noite, te amo!". Seguido da sentença, o susto. "Não acredito que falei isso!!!". Pela primeira vez ela tinha dito aquilo e ele, bom, ainda não estava na hora dele.
Ela se retorceu na cama enquanto ele tantava acalma-la. Ela ficou vermelha, roxa, azul, amarela, cor-de-rosa, com o coração na garganta. Feliz e com medo. Era a hora certa de dizer? Essa 'hora certa' sequer existe? Existindo ela ou não, aquele não era o momento que ela tanto tinha sonhado. Muito pelo contrário, ela queria ver a resposta nos olhos dele. Porque falar é muito fácil, ela precisa enxergar, isso é diferente.
Ela acha que o deixou feliz e se isso for verdade, bom, está tudo bem pra ela. Pensando um pouco depois de desligar o telefone ela viu que não existe 'hora certa' coisa nenhuma, ela é como um copo que ele foi ajudando a encher de sentimento e ela acabou transbordando (como ele mesmo disse). A diferença entre eles é só um, o tamanho do copo que eles são. Mas isso não é um problema. Não para ela.
Não sei se devido a isso, mas hoje ela acordou mais feliz. Até cantou e dançou na frente do espelho, coisa que não tinha vontade de fazer a muito tempo. O fato é só um, ele a faz feliz. O que mais importa afinal?
Xoxo :*
Qualquer barbarulho a sobressaltava, ficava calada por uns segundos, checava a procedência do som e continuava ou não a tão urgente conversa com o seu amado. Essa mesma história se repetiu por muitas noites, todas aquelas em que a simples companhia horas antes não tinha sido o suficiente para matar a tão grande saudade. Ultimamente para os dois, nada tem sido o suficiente.
Tudo se procedia como em todas as outras noite, até que ela ouviu um barulho e na pressa despediu-se dele, dizendo, "Tchau, boa noite, te amo!". Seguido da sentença, o susto. "Não acredito que falei isso!!!". Pela primeira vez ela tinha dito aquilo e ele, bom, ainda não estava na hora dele.
Ela se retorceu na cama enquanto ele tantava acalma-la. Ela ficou vermelha, roxa, azul, amarela, cor-de-rosa, com o coração na garganta. Feliz e com medo. Era a hora certa de dizer? Essa 'hora certa' sequer existe? Existindo ela ou não, aquele não era o momento que ela tanto tinha sonhado. Muito pelo contrário, ela queria ver a resposta nos olhos dele. Porque falar é muito fácil, ela precisa enxergar, isso é diferente.
Ela acha que o deixou feliz e se isso for verdade, bom, está tudo bem pra ela. Pensando um pouco depois de desligar o telefone ela viu que não existe 'hora certa' coisa nenhuma, ela é como um copo que ele foi ajudando a encher de sentimento e ela acabou transbordando (como ele mesmo disse). A diferença entre eles é só um, o tamanho do copo que eles são. Mas isso não é um problema. Não para ela.
Não sei se devido a isso, mas hoje ela acordou mais feliz. Até cantou e dançou na frente do espelho, coisa que não tinha vontade de fazer a muito tempo. O fato é só um, ele a faz feliz. O que mais importa afinal?
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