domingo, 28 de fevereiro de 2010

Chuva...



Na chuva eu tive certeza do que já sabia e pude pensar no que vou fazer daqui pra frente. Entendi que não posso fazer nada mais do que faço todo santo dia, que não há mais nada a ser feito. Nenhuma atitude heróica há de ser tomada, nada vai mudar. O que está feito, está feito. O que se é sentido, é sentido, e o que não.. Um dia vai ser. Mas uma coisa é certa, quando se ama não há espaço para dúvidas, disso eu tenho certeza.
Na chuva eu também vi verdade, mas como eu posso ver verdade se tudo o que eu escuto é confusão? Se eu ouvi em textuais palavras 'sou confuso'... Como lidar com isso? Eu sofri muito em ver que tenho nas mãos tudo que quero e pensava em estar nas mãos de quem mais me queria, mas não sei mais...
Quem sabe depois de tudo a chuva não lave e leve tudo o que ficou de dor.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

"Estou saindo de férias, volto assim que me encontrar"



Estou tirando férias de mim. Vou abandonar meus grilos, meus medos, meus entes, minhas dores. Deixar de lado o que não tenho, parar de me preocupar como que perdi, largar de reclamar pelo que não vou poder ter. Esquecer do que não faz mais diferença, vou me jogar no pisão de mim mesma. Eu vou, mas logo eu volto, não se preocupe.
Vou voltar mais leve, com aquele belo sorriso que me é habitual. Vou voltar com o astral lá em cima, com o ego cheio, com o coração tranquilo e as borboletas do meu estômago vão habitar todo o meu corpo. Vou voltar andando em nuvens.
Vou tirar férias de mim, não me aguento mais. Não aguento a monotonia insana de ser eu mesma o tempo todo. Vou voltar promíscua. Vou ser várias mulheres, vou ser alguns homens, vou ser criança, vou ser o que eu quiser ser. Não, não vou mais me limitar. Cansei de rédeas, cansei de cercas, quero o ar, o vento, quero ser livre de mim.

Escrevi e não mandei.

Acho que vou acabar como o "escrever e não mandar". Vou mandar tudo o que escrever. De que adianta esconder sentimentos? De que adianta deixar tudo pra lá? Se escrevi, senti, se passou, bom.. Não estava certo, mas ainda sim senti. Não vou mais deixar de mandar o que escrever.
Sei que por muitas vezes não vou obter resposta, na verdade, nunca obtive resposta de nada do que escrevi. Nem dos meus pais, nem de amigas e nem de namorados. Nunca recebi uma carta sequer dos últimos da lista, por sinal.
Meus pais, bom, já me deram cartões e as amigas também já escreveram qualquer coisa. Mas nunca em resposta a algo que eu tivesse escrito.
No início eu me sentia triste, por achar que algo que pra mim é tão fácil, escrever, falar, sei lá.. Não podia ser difícil para os outros. Se eu consigo, porque os outros não conseguem? Pensava eu, na minha vã ignorância, que não o faziam porque não queriam.
Só que com o tempo eu percebi que a maioria das pessoas não faz, porque simplesmente não consegue, não sabe como. E eu não tenho o direito de cobrar nada de ninguém, só que ainda assim, eu espero. Não adianta, vou ser sempre a "romântica incurável", vou sempre estar na janela aguardando algo que não vem.
Não me martirizo mais por isso, e nem fico triste com o que tenho. Tenho o que mereço, as melhores pessoas ao meu lado, pessoas que só querem me ver feliz. E sei qua cada uma delas faz o possível pra isso de formas diferentes.
Pensando melhor, acho que não vou poder mandar tudo o que escrever. Se o fizer pode ter certeza que não vai ter caixa de entrada suficiente para algumas pessoas. E não esperem só coisas boas, tenho muitas lições de moral digitadas, muitos monólogos raivosos, muitas declarações de amor e muitas muitas mesmo de amizade.
Mas, não será melhor deixar isso tudo no sagrado anonimato daqui? Ou quem sabe, juntar tudo, encadernar e endereçar as pessoas certas, em um dia especial? Posso pensar a respeito.
Um rapaz, em especial, receberia um livro de coisas. Mas não acho que ele me daria a resposta correta após a leitura, então o dele eu entrego mais tarde. Uma certa menininha, queimaria tudo e nunca mais iria querer falar comigo (pelo menos ela ia falar isso e depois de cinco minutos ia me ligar chorando dizendo que era uma ogra, normal).
Tudo o que se escreve pode gerar as mais diversas reações. E o que mais me dá medo é: palavras o vento leva, mas o que está escrito, está escrito.


Xoxo :*

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Só não temos tempo quando não queremos ter. Um segundo da sua vida pode fazer toda a diferença na vida de outra pessoa, e você nem sequer se dá ao trabalho de pensar nisso. Sempre reclama da falta de tempo, do cansaço e de como gostaria de fazer coisas e não pode, mas ao invés disso, mal aproveita o tempo que tem.
Infelizmente o tempo é curto, a vida é curta. Se não aprendermos a lidar com o que temos, não vivemos e deixamos o tempo passar, as pessoas passaram, as oportunidades e tudo mais.
Confesso que faço mal uso do tempo que tenho, que passo a maior parte dele pensando em coisas ruins e achando coisas erradas pra no segundo seguinte 'des-achar' e tudo mais. Mas não estou aqui pra ser julgada, só estou aqui pra emitir uma opinião. E eu até gostaria de ser como eu escrevo. De verdade. Quem sabe um dia eu não alcanço o meu gênio?
Outro dia, um amigo, leitor assíduo daqui, comentou da tal 'genialidade' das coisas que eu escrevo e eu fiz uma confissão pra ele. Não me reconheço nas coisas que escrevo, muito pelo contrário, acho até que não fui eu quem escreveu isso tudo. Não acredito depois da 'obra' terminada que fui eu a autora. Estranho não?
Descobri nesses dias, nesse tempo, o quão estranha eu sou. E não é pouco não. Mais estranha do que eu, só uma cópia melhorada minha. E olhe lá, não sei se alguém consegue atingir tal nível.
Tudo o que sei agora é que os dias se arrastam feito anos e que o tempo tá passando pra mim. E o mais triste é que nesses dias eu não tenho vivido, tenho deixado a vida passar, o tempo passar. Tenho assistido a vida dos outros de camarote e só lamento não protagonizar história nenhuma. A outra parte da minha história tá ocupada demais vivendo a própria história.
A minha tá em segundo ou terceiro plano, e não estou reclamando, só comentando. A minha história começa de novo no dia 10. A partir daí o tal tempo de que eu tanto falo vai ser amigo e inimigo ao mesmo tempo. Vai ser o consolo e o desespero. O tempo, o meu tempo, vai ser tudo o que eu vou ter. A confiança vai estar toda nele.
E quem sabe assim, eu também não fico ocupada falando de "mulheres" e jogando bilhar ;x


Engraçado não?

Xoxo :*

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

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Parei pra pensar. Pra que pensar não é mesmo? Pensei tanto que me perdi nos meus próprios pensamentos. E até agora não sei aonde estou. A única coisa que eu sei é que no meio disso tudo eu já não sei se sou amada, já não sei se acredito, já não sei se tenho aquele porto seguro ou a minha estrela guia.
Não sei se acredito, não sei se o tempo passa, não sei se sou lembrada ou se estou sendo gradativamente esquecida, não sei o que pensar. Não tenho garantia nenhuma de nada daqui pra frente. Eu tinha algumas certas há, bom, 15 minutos atrás, mas ao olhar pro relógio e ver que o tempo tá passando eu vejo ele levar as minhas certezas.
Com os minutos que se procedem, chegam as velhas dúvidas amigas de longa data e com elas novas dúvidas e mais coisas e minha cabeça está a ponto de explodir de tanta informação chegando em tão pouco tempo. Se nada acontecer nos próximos 15 minutos sou capaz de surtar ou sei lá.
Preciso achar meu centro, colocar minhas idéias em ordem, mas como? COMO? Não tem ninguém pra recorrer, não quero recorrer pra ninguém. Nem sei o que eu realmente quero. Ou melhor sei, sei o que eu quero, nunca estive mais certa das coisas que eu quero e elas simplesmente me fogem. Não tenho controle sobre nada do que eu quero, não posso ter nada do que eu quero agora. NADA.
Vou ter que ir à luta de novo, e de novo e ter que conviver com coisas que eu não sei se dou conta sozinha. Preciso de um propóstio, de um esteio, de alguma coisa que me mantenha firme. Mas o que é isso? Ou quem é a pessoa que pode exercer essa função na minha vida?
Eu não quero pedir nada pra ninguém, isso tem que ser de coração. Até porque, quem sou eu pra querer que alguém perca o seu tempo com as minhas coisas. Eu não posso simplesmente esperar que alguém queira fazer por mim. Eu só posso fazer por mim e se der sorte, alguém pode se combadecer da minha alma e resolver me ajudar.
Acho que pirei, não ta nada em ordem aqui, NADA MESMO. O nível do negócio tá tão alto que eu já estou até ouvindo o telefone tocar sozinho, mas de que adianta esperar a chamada que não vem?



Vou dormir. Eu só tenho feito isso mesmo. Meu quartinho escuro e minha soneca são tudo nesse momento.

Xoxo :*

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Onde nos perdemos?


Onde foi que nós nos perdemos? Ainda me lembro dos passeios de mão dada pela praça, pela rua, depois pelo shopping e mais tarde pela vida e nossas lembranças. Ainda me lembro das tardes ociosas de sonecas lado a lado, das horas jogadas "fora" no maior bate papo sobre tudo ou sobre nada, nos dias de "fuga" que tirávamos pra ir ao salão, ao shopping, ou até mesmo pra ver o pôr-do-sol em algum lugar.. Ainda me lembro de tudo nos mínimos detalhes.
Quando começamos a brigar? Foi porque eu cresci ou porque a sua paciência diminuiu? Foram as duas coisas? Por que deixamos os outros se meterem entre nós? sempre fomos eu e você, melhores amigas, irmãs gêmeas-siamesas-grudadaspelabarriga, só nós duas. Quando foi que isso mudou? Por que isso mudou?
Quando você deixou de perdoar as minhas falhas e começou a ressaltar meus defeitos, eu comecei a mudar. Quando deixou de vir me ver dormir de madrugada e dar aquele beijinho e dizer 'eu te amo', que você sempre pensou que eu não ouvia... Parece que você deixou de se importar com os meus problemas e com as minhas tristezas com a desculpa de que sempre teremos uma tristeza maior.
Você mudou comigo. Meio que me deixou pra lá e não venha dizer que é mentira minha, porque nós duas sabemos que não é. Nem feliz por mim você consegue ficar, ou não consegue mostrar, eu não sei.
Eu só queria que o tempo voltasse. Eu sei que tenhos meus erros, grandes, pequenos, tanto faz, você também tem os seus, não venha bancar a santa comigo. Eu sempre peço perdão e você ignora, mas pelo menos eu peço, você nunca me pediu e eu nunca reclamei.
Talvez a culpa seja toda minha, pode ser. Mas ainda sim eu queria saber aonde nós nos perdemos. E se não for tarde pra pedir, você por favor pode voltar pra mim?


Xoxo :*

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Paixão



Paixão: A paixão (do verbo latino, patior, que significa sofrer ou suportar uma situação dificil) é uma emoção de ampliação quase patológica do amor. O acometido de paixão perde sua individualidade em função do fascínio que o outro exerce sobre ele. É tipicamente um sentimento doloroso e patológico, porque, via de regra, o indivíduo perde a sua individualidade, a sua identidade e o seu poder de raciocínio.

Como a paixão é mal definida! A melhor definição seria: sensação permanente de‘borboletas no estômago’, suor frio ao visualizar o alvo dessa paixão, tremor de pernas, medo de perder, ansiedade ao encontrar o objeto de paixão, etc. Para ser paixão não precisa ser necessariamente ‘patológico’, isso é um absurdo!
Estar apaixonado é andar em nuvens, dividir sonhos, viver sob uma chuva de corações, é conseguir viver sem o outro, mas não fazer a menor questão disso. É gostar de andar de mãos dadas, de falar baixinho no ouvido, de rir de nada e de tudo, é gostar de ser feliz.
Quem está apaixonado é mais bonito, mais iluminado, tem mais vontade de acordar. É aquele que dedica músicas, poesias, filmes... Que pode fazer tudo sozinho, mas prefere a companhia do amado. É quem escolhe viver e dividir a vida com o outro.
Os outros podem até não entender bem, mas quem está apaixonado sente que o outro foi feito sob medida para ele e assim, para sempre ou até amanhã, é que se vive a mais linda forma de felicidade.

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Previsão para a tarde: Ah, tanto faz, to tão feliz (:
“My only dream is about you and I” (L) A.

Xoxo :*

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Pré Requisito do Amor




Acho que não existe um segredo para amar ninguém. Além do meu drama pessoal, acompanho dramas e mais dramas das minhas amadas amigas e dos meus amados amigos. E na maioria das vezes vejo como eles se perdem no lidar com o outro. Nunca sabem ao certo como agir e sempre (ou na maioria das vezes), fazem catástrofes nas próprias vidas. Não é mesmo, B.?
Observando de longe eu percebi que o amor, em sua maioria, é algo que não se pode alcançar, ou que faz sofrer tanto que se desiste dele no meio do caminho, ou que não é correspondido. E eu fiquei me perguntando o porquê disso e pude ver que a culpa é nossa.
Sempre procuramos no outro qualidades que gostaríamos que existissem, mas que nem sempre estão ali. Esperamos atitudes, palavras, olhares, dedicações, entregas... Esperamos que o outro se envolva da mesma forma que nos envolvemo e demonstre isso da mesma forma que demonstramos e não paramos para pensar em minuto nenhum que o outro pode não estar tão entregue, ou que pode não sentir a mesma coisa, ou que pode simplesmente não saber demonstrar tudo o que sente.
Temos o péssimo hábito de exultar as qualidades e ignorar os defeitos, mas toda moeda tem as duas faces e você NUNCA pode levar só uma para casa. Quando você topa levar alguém para sua vida leva tudo o que viu de bom, mas leva também tudo o que viu (ou que não viu) de ruim.
Quando se ama de verdade os defeitos são só charme e as qualidades só estão ali pra te mostrar todo dia porque tu te apaixonaste por aquele ser humano. Porque tu quiseste participar da vida dele e porque quiseste que ele participasse da tua.
Não existe um pré requisito pro amor! Nunca vai existir. Quem ama nem sempre sabe explicar porque o faz. Não é a coisa mais racional do mundo e dispensa qualquer descrição, explicação, só é preciso sentir.
Tudo o que eu queria era que isso entrasse na cabeça de certas pessoas (B.), pra evitar que elas sofressem. Mas eu sei que não posso querer que os outros aprendam com as minhas experiências pessoais. O máximo que eu posso fazer é dizer, 'to sempre aqui, amiga'.

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O dia de ontem não foi bem o que eu esperava, MUITO pelo contrário, mas acho que de hoje não passa.
Previsão para noite de hoje: Fortes emoções, amanhã conto tudo!

Xoxo :*

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Eras, ontem foi meu dia de montanha russa! Sério, não sei nem como sobrevivi a taaaaaantas lágrimas e a tantos risos. Foi muito estranho! Será que eu estou ficando doida? Ocilei de momentos de felicidade extrema para tristeza profunda em questão de segundos.
E nesses momentos de tristeza, meu Deus, prefiro nem me lembrar do quanto eu me senti mal. E quando estava feliz, bom, eu estava MUITO feliz (mas a minha cabeça dói de ter chorado tanto).
Mas isso não importa mais, hoje eu acordei melhor, pelo menos por enquanto. E escrever sempre me ajuda (:
O que importa agora é que uma das pessoas mais importantes da minha vida está feliz e eu fico feliz por isso. Não tenho mais razão pra ficar triste. Fiz uma pequena previsão do meu futuro antes de dormir e vi que a tendência é de melhora, então, vou aguardar por ela e tudo vai dar certo. Pelo menos assim eu espero.
Enquanto aos que eu tenho tratado mal, só posso pedir que não desistam de mim ainda. Não chegou a hora de pedir desculpas, mas ela está próxima, bem próxima. E espero que eles não pensem que as lágrima se esgotaram, porque o estoque ainda está beeeem lotado e precisando urgentemente se esvaziar. Só falta uma razão pra isso!
Fraqueza ou não, eu não consigo dizer que estou chorando porque sinto sim que fracassei no meu objetivo :/
Enfim, quem se importa?


A previsão para o dia de hoje é de calmaria e boas surpresas. Vamos ver!
Xoxo :*

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Ooops, falei!





Ela conversava com ele no telefone, pelo avançado da hora, sabia que não devia estar ali, se fosse pega não ia prestar e ela sabia disso. Ela não, eles sabiam. Mas a saudade era tanta, a urgência de ouvir a voz do outro era tamanha que a razão estava em falta naquela famigerada noite, aliás, eles nem sabiam o quanto.
Qualquer barbarulho a sobressaltava, ficava calada por uns segundos, checava a procedência do som e continuava ou não a tão urgente conversa com o seu amado. Essa mesma história se repetiu por muitas noites, todas aquelas em que a simples companhia horas antes não tinha sido o suficiente para matar a tão grande saudade. Ultimamente para os dois, nada tem sido o suficiente.
Tudo se procedia como em todas as outras noite, até que ela ouviu um barulho e na pressa despediu-se dele, dizendo, "Tchau, boa noite, te amo!". Seguido da sentença, o susto. "Não acredito que falei isso!!!". Pela primeira vez ela tinha dito aquilo e ele, bom, ainda não estava na hora dele.
Ela se retorceu na cama enquanto ele tantava acalma-la. Ela ficou vermelha, roxa, azul, amarela, cor-de-rosa, com o coração na garganta. Feliz e com medo. Era a hora certa de dizer? Essa 'hora certa' sequer existe? Existindo ela ou não, aquele não era o momento que ela tanto tinha sonhado. Muito pelo contrário, ela queria ver a resposta nos olhos dele. Porque falar é muito fácil, ela precisa enxergar, isso é diferente.
Ela acha que o deixou feliz e se isso for verdade, bom, está tudo bem pra ela. Pensando um pouco depois de desligar o telefone ela viu que não existe 'hora certa' coisa nenhuma, ela é como um copo que ele foi ajudando a encher de sentimento e ela acabou transbordando (como ele mesmo disse). A diferença entre eles é só um, o tamanho do copo que eles são. Mas isso não é um problema. Não para ela.
Não sei se devido a isso, mas hoje ela acordou mais feliz. Até cantou e dançou na frente do espelho, coisa que não tinha vontade de fazer a muito tempo. O fato é só um, ele a faz feliz. O que mais importa afinal?

Xoxo :*

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010





Ontem eu chorei. Chorei horrores, nem sei por quanto tempo. Toda a angústia reprimida foi posta pra fora, mas a frustração não, ela continua intacta dentro de mim. Ainda estou um pouco amarga, é verdade. Acho que isso não vai passar tão cedo.

Estou cheia de dúvidas sobre o futuro e não sei bem como as coisas vão ser daqui pra frente. Isso me dá uma sensação que eu não sei bem explicar, um aperto. Tenho medo de perder tudo o que eu sempre quis e acabei conquistando.

Continuo não sendo a pessoa mais simpática do mundo com os que me rodeiam e parece que estou mais intolerante a cada dia que passa. Como sou ingrata! Eles que me perdoem, mas ainda não to pronta pra abrir mão da revolta que eu tenho dentro do meu coração.

Acho que preciso bater em alguma coisa. Acho não, tenho certeza. Ou então correr na rua, gritar, quebrar um espelho, sei lá! Fazer um estrago. Preciso de alguma forma tirar de dentro de mim essa sensação que dói tanto.

Quero colo, mas não sei pedir. Quero uma mão pra apertar e um ombro pra chorar, mas não sei bem se tenho quem me dê. Ou se eu quero que alguém me dê. Não sei o que eu quero, não estou me reconhecendo mais.

Se alguém conhecer um SOS, let me know.
Xoxo :*

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Em uma tarde ociosa de segunda feira eu encaro a dura realidade da reprovação de várias vertentes diferentes. Morri na praia, ou será que parei de nadar no meio do mar e fiquei boiando? Não sei bem. Pelo menos não passei pela angústia de esperar ansiosamente por escutar meu nome no rádio, em vão. História que acompanho de perto e que vejo como é doída. Não quero escrever isso no meu livro.
Mas ao mesmo tempo que não quero narrar esse capítulo tenho vergonha de narrar que não consegui ser boa o suficiente nem pra fazer a prova que me pouparia ou não de ouvir meu nome no rádio. Não cheguei ao nível máximo, sempre perdi lá pelo 7 ou 8. Essa também não é a história que eu quero escrever.
Desde pequena fui acostumada a só ter vitórias, atrás de vitórias e a nunca ser contrariada por ninguém, cresci sendo mimada, isso é um fato. Só que agora estou em um determinado ponto da vida que ninguém além de mim pode fazer alguma coisa. Estou só, apesar de estar cercada de pessoas. Todas com uma palavra de carinho e de apoio, todas querendo ajudar.
A questão é que ninguém pode, só eu posso. E agora é a minha vez de 'vestir a camisa' e correr atrás do prejuízo, de criar juízo e maturidade e seguir em frente. De encarar a vida sendo ela dura comigo ou não, sem ter ninguém pra amenizar as coisas pra mim.
Estou um pouco mais amarga é verdade, a frustração me pegou de tal forma que eu nem ao menos sei explicar. Me sinto fraca e impotante diante de mim mesma, com vergonha de todos os que torciam e acreditavam em mim. Posso não falar isso pra todo mundo, mas essa é a verdade.
Sei que não sou uma perdedora, sei que não há ninguém melhor ou pior do que eu e sei que as coisas acontecem da maneira correta nas nossas vidas. Por isso, estou resignada e humilde na minha condição. E vou seguir em frente, como já fiz diversas vezes em diversas ocasiões, as vezes até mais difíceis do que essa.
A única coisa de que me arrependo é tratar mal e descontar a minha amargura nos que me são mais próximos e nutrem algum carinho por mim. Esses anjos não merecem os meus surtos de mal humor e nem a minha grosseria, queria poder pedir desculpas, mas ainda não to pronta pra isso.
Logo estarei, assim que entrar nos eixos, faço a coisa certa.


Xoxo :*

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Hoje resolvi ler de novo os meus post antigos e vi como as coisas mudaram desde então. Quando comecei a escrever aqui, não tinha muita certeza sobre a minha vida e os meus sentimentos estavam extremamente confusos. Além disso eu era muito criança, não que hoje eu seja A adulta, mas tenho certeza que com as experiências que vivi desde a priemeira vez que escrevi aqui eu mudei e mudei MUITO. Cresci e aprendi muita coisa, nem sempre da melhor forma possível.
Desde que escrevo aqui eu procuro um ''grande amor'' e só tive experiências frustradas desde então, mas algo mudou nesse sentido também. Eu encontrei alguém. Alguém que me fez ver as coisas de forma diferente e fez com que eu me comportasse de forma diferente e achasse que tudo poderia ser diferente de novo.
As antigas borboletas no estômago voltaram a sua locação original e andam mais agitadas do que nunca. Agora sem mais nem porque o ar me falta, as pernas tremem, fico tonta e tenho a sensação de que o mundo parou pra que eu possa viver o momento. A exatos 2 meses e 22 dias eu vivo nas nuvens. A cada dia que passa o número de borboletas aumenta, assim como todas as outras coisinhas de pessoa apaixonada. Encontrei alguém que me faz feliz e me faz sentir completa. Alguém que me entende, ou pelo menos tenta e que topou ser feliz ao meu lado, seja lá como for.
Se esse alguém vai ler isso aqui, ainda não estou muito certa, mas se ler... Bom, ele já sabe disso tudo mesmo. Porque além de tudo, ele é alguém pra quem eu posso dizer o que sinto sem medo. Eu posso sempre falar tudo e é assim que vai sempre ser. Pelo menos enquanto o 'sempre' durar.
Fora isso, as questões do coração, cresci em outros sentidos também, mas apesar de ter crescido ainda tenho os meus momentos de criança e deles não pretendo me livrar ainda, acho que todos precisamos guardar um pouco da nossa criança no interior e tira-la pra brincar de vez em quando pra não esquecer do real valor das coisas.
Julho desse ano, fazem dois anos que eu perdi a minha prima e eu posso dizer que o vazio que eu escrevi que senti a um ano e sete meses atrás não diminuiu em nenhum centavo, mas também não aumentou, ele permance em mim, congelado e marcando presença em lágrimas de uma vez a cada tristeza que me abate. O importante disso tudo foi que apesar do vazio e da dor eu consegui levantrar a cabeça e caminhar, consegui seguir em frente da maior dor que eu já senti na vida. Isso é bem importante pro futuro.
Minha mãe diz que eu me tornei uma pessoa amarga, talvez, mas ainda consigo amar e acho que ainda consigo ser amada, e é isso que me importa no momento. O AMOR. O MEU AMOR. E as vitórias que eu tenho pela frente.
Enfim, já falei muito hoje, pra compensar o tempo de ausência. Qualquer dia eu volto pra contar como anda esse coração apaixonado.

Xoxo :*