Não se como se pode descrever o que sinto. Não sei aonde e nem ao menos como toda essa loucura começou, tudo o que sei é que sei. Se a concordância não me auxilia, as palavras (assim como o ar) me faltam, eu nada tenho a fazer.
Perdida em meio a meus desejos, sonhos e angustias, encontrei um paradoxo ridículo da realidade brincando com tudo o que é “normal” bem diante dos meus olhos e isso não pode deixar de me chamar à atenção.
O porquê eu realmente não sei, assim como também não sei por que sinto o que sinto e no estado em que estou nem ao menos sei por que vejo o que vejo. Se é que vejo alguma coisa diante dos meus embaçados olhos.
A realidade se tornou surreal e o que era para ser bom se tornou meio que uma paranóia de minha parte, por não saber se é recíproco, se estou sozinha (de novo), sem saber como estou.
Mulheres são dadas a exageros e por isso eu digo, sou muito mulher, mulher com m maiúsculo, um mulherão! Alguém que vive em extremos e se entrega. Pula de cabeça e não costuma medir conseqüências. Estou disposta a mergulhar nessa piscina, mas a questão é: Você também está?
Não tenho tempo, saco, paciência, jeito ou sequer tato para medo, traumas, travas dos outros. Sou livre, leve, solta, espontânea, feliz e ponto, goste quem gostar, aceite quem aceitar. No meu mundo sem leis, a única lei é ser feliz.
Me baseio nesse principio e os outros, bom, são só os outros. Corro na rua se me der vontade, tomo sorvete de cabeça para baixo, como manga com febre e tomo açaí de noite. E daí? Sou estranha, ridícula, sem rumo? Pode ser, quem liga? Sou feliz.
Achei por um momento que isso aqui era sobre você, mas vi que no fundo, mas bem no fundo mesmo, é sobre mim. É tudo sobre mim, sou egoísta, não te permito entrar o suficiente na minha vida para escrever sobre você.
Não que não haja influencia, ele existe, de fato. Aliás, como ela existe. Mas o fato é que ela só existe até o momento em que reproduz em mim algum tipo de reação/sentimento/etc.
Se nada faz em mim, simplesmente não existe mais. Engraçado não?
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